Cavalgada resgata tradição e ecoturismo em Ilhéus

cavalgada2Um resgate da história de Ilhéus e um estímulo ao ecoturismo é o objetivo da Cavalgada de Magali, que vai correr no próximo dia 15 de novembro, no feriado da Proclamação da República. O evento, promovido pela Prefeitura de Ilhéus, através da Universidade Livre do Mar e da Mata (Maramata) e da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Seagri), terá início às 8 horas, na Praça do Banco da Vitória, com destino ao Parque de Exposições, na zona do sul, passando por distritos do município, permitindo a contemplação das áreas bucólicas que compõem a paisagem ilheense.

Segundo o presidente da Maramata, Fred Andrade, logo na concentração haverá varias atividades culturais como músicas, apresentação de grupos afros e a narração da história de Sebastião Magali, o nova-iorquino que chegou ao município em 1907, com um grupo de amigos, dizendo que era artista de circo. Sem seguida, terá partida a cavalgada, cujo roteiro inclui os distritos de Maria Jape, Rio de Engenho, Santo Antônio e Couto.

Para quem optar por não ir a cavalo, durante o evento será realizada uma caminhada com o mesmo destino nesta primeira Cavalgada Ecológica da República. Na chegada ao Parque de Exposições será realizado um churrasco com a apresentação da banda Mansão do Cavalo e do cantor Márcio Santos, além de premiações para a amazona mais nova e mais velha, cavaleiro mais velho e o mais novo, assim como o cavalo mais ornamentado, e o cavaleiro e amazona mais animados.

As camisas para participar do evento podem ser adquiridas nos seguintes pontos de venda: Parque de Exposições, Maramata, Secretaria de Agricultura (Terminal Pesqueiro Ilhéus), Casa Rosada (Centro), no valor de R$30,00 (a camisa da cavalgada e a pulseira que dá acesso à festa e ao churrasco) e R$10,00 (a pulseira que permite a participação apenas na festa e no churrasco). Mais informações pelo telefone da Maramata (73) 3632 3698, no período das 7h30 às 17 horas.

Sebastião Magali – Sebastião Magali foi um estrangeiro que desembarcou em Ilhéus, em 22 de novembro de 1907, procedente de Nova York, chegando com mais nove companheiros, que se instalaram na vila dizendo ao início que eram artistas circenses. Entretanto, logo despertaram a desconfiança dos nativos, por não conterem equipamento de circo. Após confessar que escondia a verdade, apressou a viajem de volta e comprou animais de montaria e de carga com a promessa de pagá-los no dia 26 daquele mês.

Desconfiado, na véspera do dia acertado, um dos vendedores, Prezilino Azevedo, foi cobrar o pagamento e ao perceber que os gringos encontravam-se armados  comunicou o fato ao delegado de polícia. De volta ao encontro do grupo, Azevedo e os policiais encontraram com Magali e os demais, trajando uniformes do exército americano, peneiras e botinas grossas, que adentravam a Praça Municipal, gritando  ‘Este é o circo!’ e atirando para todos os lados.

A população entrou em pânico e juntou-se aos policiais contra o grupo, que terminou na morte de todos os estrangeiros.

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