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2010: ANO DE COPA, ELEIÇÕES E MUITA LUTA

A cada quatro anos, o povo brasileiro se agita para torcer pela seleção canarinho e umas vezes chorar, outras comemorar. Também neste mesmo período, as eleições gerais movimentam o país, mas nesse caso, a mera torcida não é suficiente. Se na Copa torcemos para que os jogadores, geralmente de origem humilde, mas muito bem pagos, cheguem ao final vitoriosos, no caso da política a coisa é muito mais complexa.
Durante os mais de 500 anos de Brasil, os trabalhadores tiveram pouco a dizer dos resultados eleitorais gerais, até 2002, quando a principal liderança sindical das últimas décadas, nordestino, retirante, o LULA, foi eleito Presidente do Brasil. Depois disso, muito foi feito e muito ficou por fazer. Mas ninguém tem dúvida que a eleição de LULA demonstrou uma viragem política no Brasil, com setores sociais e populares que nunca tinham participado do Governo Federal assumindo postos importantes no comando da nação, e uma mudança de rumos em alguns setores do Executivo que permitiram certa retomada do crescimento econômico, do emprego, e diminuição das desigualdades.

Recentemente, a atuação de estatais que conseguimos defender da privatização, como a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, tiveram uma atuação que permitiu que o país sofresse menos os efeitos da Crise do Capital e se recuperasse mais rapidamente. É claro que isso não altera o caráter de Classe do Estado, que continua dominado na maioria dos seus aspectos pela ideologia e interesses dos patrões e da Economia Capitalista, que continua se reproduzindo e enriquecendo às custas da exploração dos trabalhadores.
Mas abre um novo espaço de participação política onde os trabalhadores precisam cada vez mais assumir o seu protagonismo, se mobilizando nas portas de fábrica e todos os locais de trabalho por mais conquistas econômicas e sociais, mas também estando à frente de lutas locais e gerais da comunidade onde estamos inseridos.
Nesse contexto está a luta pela Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas, e também a realização da CONCLAT – Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, convocada pelas Centrais e que deve reunir cerca de 10 mil dirigentes sindicais em São Paulo, no dia 1º de Junho, com o objetivo de aprovar um Projeto Nacional dos Trabalhadores que deve nortear a nossa atuação política nas eleições esse ano. Portanto, todos à luta, fortalecendo o movimento dos trabalhadores, com muita união rumo a mais vitórias.

Luiz Fernandes Ferreira Andrade
Presidente do Sindicacau – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Ilhéus, Itabuna e Uruçuca

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